O Olabi lança o Semeando Futuros, uma formação online e gratuita voltada para gestores de veículos de mídia liderados por pessoas negras, indígenas e quilombolas, com faturamento mensal de até R$ 100 mil. O projeto é realizado em parceria com a Secretaria de Políticas Digitais da Secom/PR e conta com apoio do Governo do Reino Unido.

Com 21 horas distribuídas em sete encontros semanais online e ao vivo, a formação abordará temas como sustentabilidade financeira, diversificação de receitas, governança, publicidade oficial, financiamento institucional, gestão financeira básica e construção de planos de ação. A proposta é oferecer ferramentas para que essas organizações possam identificar novas fontes de receita, reduzir vulnerabilidades financeiras e estruturar caminhos de sustentabilidade compatíveis com sua missão editorial.

“Fortalecer a sustentabilidade financeira dessas mídias é fortalecer a democracia. São veículos que produzem narrativas a partir de territórios, experiências e comunidades que muitas vezes não aparecem na cobertura tradicional. Para que sigam existindo, é preciso tratar sua continuidade como parte da infraestrutura democrática do país”, afirma Silvana Bahia, codiretora executiva do Olabi.

Ao final da formação, cada organização participante terá elaborado um plano de ação para sua sustentabilidade financeira. O projeto também prevê a publicação de uma cartilha digital gratuita, reunindo os conteúdos e ferramentas trabalhados ao longo dos encontros, para ampliar o alcance da metodologia.

Gabriela Agustini, também codiretora executiva do Olabi, explica que o Semeando Futuros combina dados, formação prática e construção coletiva. “A ideia é apoiar os veículos participantes, mas também contribuir para o campo com uma metodologia que possa ser documentada, compartilhada e replicada”, afirma.

Para Gabriel Izaguirre, diretor do UK-Brazil Tech Hub, “iniciativas como o Semeando Futuros são fundamentais para fortalecer o ecossistema de informação no Brasil. Apoiar a sustentabilidade de mídias negras, indígenas e quilombolas é também investir em uma democracia mais representativa, diversa e resiliente.”

A formação terá início em 10 de junho e seguirá até 22 de julho. Inscrições abertas até 7 de junho através deste formulário

O projeto prevê ainda a publicação de uma cartilha digital e recomendações de políticas públicas voltadas para o fomento da mídia negra independente no Brasil.